Conquistar um abdômen perfeito não é uma tarefa fácil. Nem sempre as receitas mágicas funcionam e muitos mitos cercam a perda da barriguinha indesejada.
O professor Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP, lista as verdades e mentiras quando o assunto é conquistar o abdômen dos sonhos.
Chá diurético
Segundo o especialista, tomar chá laxante ou diurético não diminui a gordura localizada no abdome. “Esse tipo de produto é uma forma de eliminar mais líquido do que o normal. O peso corporal muda rápido, mas é um falso emagrecimento. As gordurinhas permanecem e o abdômen continua proeminente”, afirma ele.
Exercícios localizados ou abdominais
Músculo e gorduraDe acordo com Guiselini, não é possível reduzir a “circunferência abdominal” apenas com esse tipo de exercício. “Como a demanda energética do exercício abdominal é pequena, seria necessário realiza-lo durante muito tempo, com um número muito grande de repetições, e com intensidade leve/moderada para que a gordura fosse mobilizada como fonte predominante de energia”, completa.
Muitas pessoas acreditam que músculo vira gordura quando se interrompe o treinamento e gordura vira músculo quando começa a se exercitar. Contudo, o professor explica que isso é mito. “Músculo e gordura são tecidos totalmente diferentes: é impossível transformar um no outro”, resume ele.
Segundo Guiselini, o exercício não destrói os depósitos de gordura. Ele ajuda a queimar calorias provenientes da gordura. Quando você diminui o peso, através da dieta e exercício, ocorre a diminuição do tamanho da célula de gordura, e não a sua quantidade.
“Exercícios de fortalecimento muscular têm pouco efeito sobre a gordura que está dentro e ao redor dos seus músculos. Os exercícios aeróbicos, como a caminhada, corrida, ciclismo são os mais eficientes para queimar gordura”, afirma o professor. É a combinação da perda de peso com o aumento da tonificação muscular que possibilita a diminuição de gordura ao redor do músculo.
Fator genético
“Um fator importante para o aumento da massa muscular (hipertrofia, definição muscular), além da dieta e exercício, é o fator genético. As pessoas diferem na estrutura muscular, variando em maior ou menor quantidade e tipo de fibras”, explica Guiselini.
As pessoas que têm maior quantidade de fibras brancas (de contração rápida) respondem melhor ao treinamento de força e hipertrofia, uma vez que estas fibras são as que melhor respondem a esse tipo de treinamento.
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