segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Famosas por ditarem moda, it girls dão dicas de estilo

Antenadas e cheias de estilo, as ‘it girls’ ditam moda e são referência para muitas mulheres. Na novela “Sangue Bom”, a personagem Amora Campana, interpretada pela atriz Sophie Charlotte, é uma ‘it girl‘ famosa. Fora das telinhas, há muitas mulheres que se tornaram conhecidas, especialmente via internet, em blogs ou redes sociais, postando seus looks e dando dicas de moda.
Conversamos com algumas delas, que falaram sobre a responsabilidade de ditarem moda e deram dicas para quem quer conquistar um estilo próprio:
Thássia Naves, do Blog da Thássia“Vejo uma it girl como a pessoa que inspira outras, independente do quesito moda ou beleza. Acima de tudo, é preciso ter atitude e estilo. Saber que as pessoas me veem como inspiração e leem meu blog para pegar referências, aumenta minha responsabilidade, por isso procuro sempre estar bem-vestida e me portar adequadamente nos lugares. Respeito muito minhas leitoras e seguidoras e sempre que posso, dou o máximo de dicas para que se sintam à vontade em tentar coisas novas. Acho que o estilo tem tudo a ver com a personalidade da pessoa. Não adianta querer usar amarelo só porque a cor está na moda, se o amarelo nem é sua cor predileta e não combina com você. As pessoas mais bacanas e estilosas que conheço usam exatamente aquilo que estão com a vontade para usar, de acordo com seu lifestyle. E os acessórios são poderosas armas para acrescentar estilo às produções. Invista!”

Lu Ferreira, do Chata de Galocha
“Desde a adolescência gosto de moda e de cuidar de mim, mas era mais desencanada! Criei o blog pra falar de lugares que frequentava e, aos poucos, fui ampliando os temas e comecei a falar de moda e beleza também. Já faz mais de seis anos, ele cresceu muito ao longo desse tempo e por isso acabo sendo referência para muitas meninas. Teve um momento que me assustei com o tamanho do blog, com o número de pessoas que me segue nas redes sociais, e fiquei me policiando… Mas além de ser chato pra mim, acho que não passava tudo o que podia nos posts, pois estava sempre com medo de falar besteira. Hoje estou mais tranquila, me exponho sem medo, mas com responsabilidade. Acho legal termos referências de estilo, mas com o cuidado de não esquecermos a nossa individualidade. E a primeira coisa é conhecer o seu corpo, o que cai bem e o que não valoriza. Depois que aprendi isso, ficou muito mais fácil escolher o que usar e o que não deve entrar no meu guarda-roupa. Outra dica é nunca comprar uma peça que você não ame loucamente. Comprar só porque está na promoção ou porque está todo mundo usando é péssimo, só serve pra juntar roupas que não têm nada a ver com você.”
Ana Soares, do Hoje Vou Asim Off
“Para mim, it girl é uma garota que é referência de estilo, mas também de pensamento. Só me identifico com mulheres que têm opinião, são participativas e trazem questões. Por isso, a principal dica para quem quer ter estilo é não querer ser outra pessoa. É se perceber, se olhar no espelho e ponderar sobre o que gosta em si, o que tem a ver com seu estilo de vida. Me coloco como alguém que se percebe na mesma condição de quem me lê e a troca de informações e dicas são o grande combustível para eu aperfeiçoar meu estilo e inspirar outras mulheres a fazerem o mesmo! E mostro que é possível estar na moda gastando pouco. Liquidações, bazares, pontas de estoque e lojas fast fashion são excelentes achadinhos! Basta olhar apurado, paciência e boa vontade para vasculhar as araras e perceber o que fica melhor em você”.

Renata Poskus, do Mulherão“Me limito a procurar me vestir bem, respeitando meu próprio estilo e divido meus looks e dicas de boas compras com minhas leitoras. Como grande parte delas é de mulheres com sobrepeso e obesidade, preciso sempre cuidar da minha saúde e incentivá-las a isso. Não há como desassociar a moda plus size da qualidade de vida e saúde. Com relação à moda, acho que todo mundo tem um estilo, só precisa descobrir qual é o seu. Normalmente, as estilosas genuínas têm o jeito de se vestir condizente com seus hábitos ou personalidade, mas isso também não quer dizer que não possamos, vez ou outra, adotar outras formas de nos vestirmos. O ideal, sempre, é escolher a roupa baseada em suas vontades. Agrade a si mesma, não tente agradar aos outros. Eu acredito que todo mundo possa usar tudo, desde que respeitando sua silhueta. Conheço gordinhas que ficam ótimas de tomara que caia, baixinhas que ficam maravilhosas de saias longas, e por aí vai. O segredo está em achar uma peça bacana, com modelagem bem feita e um tecido que te favoreça. É um conjunto de fatores e não só o modelo em si. Gosto de gente que se arrisca, que desafia padrões. Hoje é muito mais fácil encontrar uma loja especializada e até mesmo araras de roupas GG em lojas de departamento. Tudo mudou. As roupas estão mais jovens, estilosas, mas ainda há um bom caminho a se percorrer.”
Camila Coutinho, do Garotas Estúpidas
“Acho que existe uma ideia de que toda it girl é loira, rica e usa bolsa cara. Mas na verdade, existem garotas com esse perfil de formadora de opinião em todos os estilos: patricinha, fashion, boho, skater… Devo inspirar em alguns aspectos, como o fato de gostar de moda, mas combinar peças caras e baratas. Sei que nós blogueiras incentivamos muito o consumo, seja direta ou indiretamente, então tento sempre dar dicas de como usar a mesma peça várias vezes, customizar, ‘faça você mesmo’ e por aí vai! Minhas dicas para quem quer ter estilo são: monte um moodboard com várias referências de estilo que você curta, celebridades, peças, fotos de editorial, etc.; guarde lookbooks de marcas que curte, eles ajudam muito com dicas de styling; e garimpe peças únicas em brechós, feiras e até no armário da avó! Ser exclusiva é uma delícia no meio da nossa realidade atual de tanto fast fashion!”

Natália Cruz, do Mini Look do Dia
“Não trabalho nem nunca trabalhei com moda, sou designer. Mas sempre gostei de me vestir bem e ter meu estilo próprio. Até que uma amiga teve a ideia de postar meus looks e acabou tendo uma repercussão muito maior do que eu imaginava. Isso fez com que eu passasse a ter um pouco mais de cuidado ao me vestir, mas não tem nenhuma megaprodução, são looks para o dia a dia, casuais, gosto de brincar com as peças. Os posts são voltados para todo mundo que se identifique com meu estilo, não somente para quem têm nanismo. Mas sei que ajudei muitas mulheres em relação à autoestima, a olharem para si mesmas e se valorizarem mais, perceberem que mesmo com certas limitações é possível se vestir bem. É claro que nem toda peça fica bem em todos os biótipos, mas cada um tem que buscar conhecer melhor o seu corpo e vestir o que fica melhor, não tem regra. Minha dica é não se prender muito ao que a moda impõe, às tendências, e sim se sentir bem, ter autoconfiança e escolher o que te deixa confortável, sem ter medo de ousar.”
Cris Guerra, do Hoje Vou Assim
“Quando me chamaram de it girl, há alguns anos, eu não sabia o que significava e achei engraçado ser considerada uma. É uma expressão que comprova o quanto a moda é movida a permissões. Preciso que alguém use antes alguma coisa de um jeito novo para me sentir à vontade para usar também. Imitar alguém faz parte do processo, mas com a consciência de adaptar o que você admira no outro para a sua forma de ser. O maior equívoco é ter no outro o parâmetro, e não a si mesmo. O primeiro passo é fazer as pazes consigo e trabalhar com a sua realidade. Sinceramente, acredito que você pode usar uma peça que, em princípio, não é recomendada para o seu biótipo e ainda assim ficar feliz da vida – e sentir-se bonita tem um efeito incrível sobre o que a gente transmite para os outros. Vale ousar e correr o risco. Se não, o aprendizado nunca vai acontecer. É importante exercitar. E errar será necessário. Não se aprende a andar de patins sem cair.”

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