Menopausa
O desequilíbrio hormonal é causado pelo aumento do hormônio DHT, que, em maior quantidade, atrofia a raiz dos fios. "Eles ficam mais finos, claros, fracos e com velocidade de crescimento reduzida", diz a médica Maria Angélica.
Solução: Loção capilar à base de minoxidil, sessões de laser frio de diodo e vitaminas especiais - todos eles estimulam o crescimento. Também é preciso bloquear a ação do hormônio com remédios prescritos pelo médico.
Alteração na tireoide e stress
Além desses dois vilões, dietas desequilibradas alteram o ciclo de vida dos fios, fazendo com que pulem da fase de crescimento para a de repouso, período em que já estão próximos da queda.
Solução: São recomendadas no mínimo dez sessões de carboxiterapia a cada 15 dias. Com uma agulha, o gás é injetado no couro cabeludo para descolar e expandir o tecido. "Isso melhora a circulação sanguínea, nutre os folículos capilares e faz brotarem novos fios", diz Ademir. Apesar de levarem pouco mais de cinco minutos, as sessões são incômodas.
Anemia
"A baixa quantidade de hemoglobina no sangue prejudica a oferta de oxigênio para o bulbo capilar, quebrando e afinando o fio", explica o médico nutrólogo Abib Maldaun Neto, de São Paulo.
Solução: É preciso aumentar a ingestão de alimentos ricos em ferro, como espinafre, carne vermelha, e de vitamina C, encontrada em frutas cítricas, que favorece a absorção do mineral. Em alguns casos, são indicados suplementos alimentares.
Depressão
O problema não é a causa exclusiva da queda, mas contribui muito para desencadeá-la. "Isso ocorre porque a doença pode estar relacionada com a diminuição dos hormônios femininos. Além disso, alguns antidepressivos, em especial a fluoxetina, agem no bulbo capilar, prolongando a fase de queda", explica o dermatologista Adriano Almeida, de São Paulo, diretor da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo
Solução: segundo o médico, se for possível interromper o uso de remédios contra a depressão, ótimo. Senão, é preciso trocá-los por outros que não interfiram no bulbo capilar, caso da paroxetina. A dermatologista Leila Gazi, de Três Lagoas (MS), recomenda melhorar a alimentação e aplicar loções tópicas com minoxidil.
Escova, secador e elástico
O calor do secador pode queimar o couro cabeludo e roubar água do fio, deixando o cabelo ressecado e suscetível à quebra; a fricção da escova lasca a cutícula (camada que protege o fio), fragilizando-o ainda mais; e a tração, seja provocada por escova, elástico ou trança, pode levar à perda da raiz com o passar dos anos.
Solução: Somente a tesoura é capaz de eliminar o aspecto mastigado dos fios arrebentados. Já a reposição de água e proteína pode ser feita quinzenalmente no salão. Para renovar os fios queimados, uma loção com ativos antiqueda é fundamental. Já se o couro cabeludo foi queimado, o tratamento exige aplicações de laser ou carboxiterapia. O local ficou pelado? Só o transplante capilar vai funcionar.
Escova progressiva
O vilão é o formol, que deixa o fio liso e brilhante por fora, mas leva embora a água e as proteínas, essenciais à saúde da fibra capilar. A especialista Maria Angélica reforça: "Em excesso, até químicas como alisamento, relaxamento e descoloração quebram e afinam o fio".
Solução: evite procedimentos químicos quando os fios estiverem fragilizados e reforce hidratações profundas com queratina para encorpá-los. O médico vai avaliar a necessidade de receitar vitaminas e até a aplicação de laser frio de diodo para fortalecer.
Couro cabeludo inflamado
O organismo desenvolve anticorpos que inflamam o couro e levam à queda abrupta dos fios. "Pouco comum, o distúrbio deixa áreas peladas no couro", diz a dermatologista Leila Gazi.
Solução: a aplicação de injeções de corticoide nas áreas peladas inibe a produção de anticorpos. "Antes das picadas, uso crioterapia com nitrogênio líquido gelado para potencializar a absorção da substância. O resultado é rápido", garante a médica. Não dói e o cabelo volta a crescer em duas semanas.
Herança genética
Conhecida como alopecia androgenética, afeta homens e mulheres de maneira diferente. É facilmente identificada por falhas nas laterais da testa e na parte superior da cabeça - a coroa. Em nós, atinge a parte frontal, afinando os fios.
Solução: a única saída é o transplante de unidades foliculares. Na cirurgia, retira-se da nuca uma faixa do couro cabeludo e os fios são colocados um a um onde há falhas. "A técnica só pode ser realizada com o cabelo da própria pessoa", diz Maria Angélica.


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