Um levantamento realizado ao longo de 14 anos (1995-2009) com 7.870 jovens americanas revelou que uma em cada 200 entrevistadas (0,5%) afirma ter ficado grávida mesmo ainda virgem. Ou seja, 45 mulheres que declararam ter engravidado sem o menor contato sexual com penetração vaginal e mesmo não tendo recorrido a qualquer tipo de inseminação artificial ou fecundação “in vitro”.
O estudo, publicado no British Medical Journal, aborda como a influência religiosa pode interferir na educação sexual das mulheres: 30,5% das que afirmam ter ficado grávidas ainda virgens fizeram voto de castidade antes do casamento, gesto comum entre cristãos conservadores. No grupo das não-virgens, em que não se perceberam grandes influências religiosas, 15% relataram gravidez.
Como são criadas em uma cultura de valorização da virgindade, em que o sexo só deve acontecer após o casamento e com o aval dos pais, essas mulheres apresentam pouco conhecimento sobre o que de fato é uma relação sexual, já que não se comunicam nem se informam abertamente sobre o tema. Cerca de 28% delas afirmaram que seus pais tinham pouco conhecimento para falar sobre sexo, número muito alto se comparado com o adquirido das outras mulheres englobadas na pesquisa: apenas 5,2% das não-virgens, com ou sem gravidez, consideraram que seus pais não eram aptos a falar sobre o tema.
Os resultados foram baseados nas respostas dadas a uma série de perguntas sobre o histórico da gravidez , o início das relações sexuais, a importância da religião, se houve promessa de castidade e a comunicação com os pais sobre o assunto.
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